O Amor no Relacionamento Conjugal

João Barreto Jr.


1. O Amor no Antigo Testamento

No Antigo Testamento é como se o amor tivesse vida própria – “Não acordeis nem desperteis o amor até que este o queira” – Cantares 2:7.


Três termos traduzidos por amor

a) “Raya” – literalmente “amigo” ou “companheiro”. O centro da relação é a amizade. Equivalente ao grego philos.

b) “Ahava” ou “ahabah” – afeto profundo; forte desejo de estar com alguém – Cantares 8:6 e 7; muito mais profundo que sentimentos e desejos temporários; determinação que decide unir-se a outra pessoa. O centro da relação é o compromisso que perdura. Equivalente ao grego storge que se refere ao amor familiar e o que mais se aproxima do grego ágape.

c) “Dod” – de uma raiz que significa, primeiramente, “ferver”; literalmente “farrear”, “abalar”; elemento físico e sexual – Cantares 1:2; 7:12 . O centro da relação é o desejo físico.


Vamos pensar nesses aspectos como chamas, ao separar as chamas nunca se alcança a satisfação completa, é como viver fora do plano que Deus estabeleceu para a vida. Uma chama queimando solitária nunca será tão quente como todas juntas.

2. O Amor no Novo Testamento


Antes da queda Adão e Eva amavam a Deus acima de todas as coisas e amavam-se de forma harmoniosa (não havia acusações entre eles – Gênesis 3:12).


O pecado resultou na separação entre o homem e Deus (morte espiritual). A comunhão foi comprometida, o amor de Deus já não estava mais no coração do homem, ficando este sem a base para o desempenho de um relacionamento saudável para com Deus e para com o próximo.


No novo nascimento, Ágape, o amor de Deus, é derramado em nossos corações para que esse amor seja a base sobre a qual as demais formas de amar sejam aperfeiçoadas – Romanos 5:5. O novo nascimento é exigência básica para que possamos manifestar o amor ágape. Deus é perfeito, o seu amor é perfeito, mas comunicado a nós, seres imperfeitos, que precisamos ser aperfeiçoados no amor de Deus – 1 João 2:5. Ágape, é o vínculo da perfeição – Colossenses 3:13 e 14, sem estar vinculada ao ágape (amor de Deus) o forma humana de amar procederá de modo inconveniente.


O fruto do Espírito - Gálatas 5:22 e 23


“Amor, alegria e paz permeiam um cristão cheio do Espírito Santo. Na verdade, podemos dizer que estas são suas características principais e permanentes. Tudo o que Ele faz é concebido com amor, iniciado com alegria e executado com paz” - John R. W. Stott

· Longanimidade – paciência

· Benignidade – ternura

· Bondade – generosidade

· Fidelidade – confiabilidade

· Mansidão – força e energia contrabalanceada com humildade e suavidade.

· Domínio próprio – senhoria sobre a língua, pensamentos e paixões.


O amor é o retrato de Cristo e deve ser o retrato do nosso lar.

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